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Novos caminhos 24/07/2009

Fonte: Empreendedor – SP, seção: Inovação, 24 de julho de 2009

Evento internacional discutirá políticas e estratégias de inovação e empreendedorismo, com foco na internacionalização de empresas

O Brasil vai sediar o 3º Global Fórum de Empreendedorismo e Inovação, promovido pelo programa  InfoDev de desenvolvimento de tecnologia da informação do Banco Mundial. O evento será realizado em Florianópolis de 26 a 30 de outubro, no Costão do Santinho Resort, e tem o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia, da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e do Sebrae. Esta é a primeira vez que o Global Fórum é realizado fora da Índia. A escolha do Brasil para sediar o evento foi feita a partir da entrada do País no conselho de doadores do Banco Mundial para o programa InfoDev.

São esperados representantes de 70 países, entre líderes de governo, pesquisadores, empreendedores, responsáveis por incubadoras e parques tecnológicos que vão apresentar seus produtos e fazer visitas técnicas aos parques e incubadoras brasileiras. O Global Fórum vai discutir as políticas de inovação, identificar os principais mecanismos para acordos bilaterais, as regras para as incubadoras tecnológicas e as estratégias para estimular a internacionalização. Estão previstos minicursos sobre cooperação internacional de projetos e treinamento em marketing e em processos de incubação.

“Essa é uma grande oportunidade para o País construir novos caminhos, novas estratégias nessa área de inovação e empreendedorismo, mostrar o que está fazendo, apresentar as oportunidades de empresas que podem oferecer soluções tecnológicas inovadoras para o mundo”, afirma José Eduardo Fiates, superintendente de inovação da Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi).

Para Valerie D’Costa, gerente do InfoDev para programas de desenvolvimento de tecnologias de informação e comunicação, essa será a chance do Brasil se posicionar mundialmente diante de 70 países como um líder em empreendedorismo e inovação. “O Global Fórum em Florianópolis pode mostrar ao mundo por que o Brasil está no Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e como os países desenvolvidos podem aprender com os brasileiros.”

O Global Fórum é visto também como uma oportunidade para as empresas brasileiras que buscam a internacionalização. “Para os nossos negócios empreendedores vai possibilitar acordos bilaterais que ajudem a colocar os nossos produtos no exterior com mais facilidade”, afirma Guilherme Ary Plonski, presidente da Anprotec.

Durante o encontro será realizado também o 19º Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas. “A junção dos eventos se deu para aproveitar as oportunidades a serem geradas e proporcionar interação no mundo da inovação e empreendedorismo, já que em um mesmo ambiente estarão reunidos empreendedores e líderes governamentais”, explica Plonski.

Voz ativa

Como integrante do conselho de doadores do Banco Mundial para o InfoDev, o País passa a ter voz nas decisões sobre os rumos e as estratégias de investimento para financiar projetos piloto e inovadores de tecnologia da informação. “Esse tipo de iniciativa é particularmente pertinente neste momento em que se buscam ações cooperadas para transformar a economia mundial”, diz Plonski. O Brasil assume a cadeira de conselheiro do InfoDev ao lado de países como Suíça, Alemanha, Japão e Índia.

Os recursos do InfoDev são utilizados para financiar projetos e proporcionar o net­work internacional entre incubadoras e empreendedores. O programa apoia mais de 70 incubadoras em 50 países e só na América Latina subsidia 44 parques tecnológicos. O foco de investimento é na África, Ásia e América Latina. “Nós queremos levar conhecimento em áreas onde o acesso à tecnologia ainda é pouco utilizado”, explica Valerie.

Os investimentos do InfoDev no Brasil serão feitos através de editais e com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia e da Anprotec. “O que a gente espera, no mínimo, é escrever uma página completamente diferente de como se encaminhará a nova ordem econômica mundial, mais baseada em inovação, em tecnologias limpas, em empreendedores e empresas que olham para além do seu mercado específico”, explica Plonski.

Hoje o Brasil tem mais de 6 mil empresas de base tecnológica, responsáveis pela geração de 33 mil postos de trabalho e de cerca de R$ 400 milhões em impostos. A Região Sul é o grande destaque. Possui 23 parques tecnológicos e abriga 31% do total de incubadoras do País. Só em Santa Catarina são três parques tecnológicos e outros dois estão em fase de desenvolvimento. Onze grandes setores de tecnologia registram crescimento no Brasil em áreas como biotecnologia, química e entretenimento. “Existe uma tendência em haver uma pulverização dos setores, uma valorização das diversas áreas de segmento, aplicações inovadoras para solucionar problemas reais com as pessoas, saúde, educação ou relacionadas com o próprio planeta, tecnologias limpas”, diz Fiates, da Fundação Certi.

Para Valerie, um dos diferenciais do Brasil é que o País usa a tecnologia como ferramenta não só para a economia, mas para o social, uma forma de dar poder às mulheres, aos pobres e aos jovens.  “O Brasil é um brilhante exemplo de inovação e empreendedorismo, tem uma grande e talentosa população, e é muito rápido em se adaptar ao uso de novas tecnologias.”

Abrangência e estrutura

InfoDev

70 incubadoras apoiadas em 50 países
44 incubadoras registradas na América Latina
e no Caribe com 17 países membros

Brasil

400 incubadoras em 25 unidades da Federação
10 parques tecnológicos em operação
Mais de 6,3 mil empresas articuladas
33 mil postos de trabalho direto
R$ 400 milhões gerados de impostos
40 projetos de parques em desenvolvimento

Região Sul

23 parques tecnológicos (31% do total), sendo:
11 parques em operação
7 parques em projeto
5 parques em fase de implantação

Contato:

Global Fórum InfoDev: www.gf-bns.net

Valerie D’Costa: www.infodev.org

Guilherme Plonski: www.anprotec.org.br

José Eduardo Fiates: www.certi.org.br